11 março 2012

Ele: Alô.
 Ela: Eu sinto sua falta.
 Ele: (respira fundo)

 Ela: Tudo bem, não precisa dizer nada. Eu sei que são uma e meia da manhã e sua voz de sono entrega completamente seu humor, eu sei que você se irrita quando te acordam e que durante a noite você sente sede, então provavelmente terá um copo d’água na escrivaninha que fica ao lado da sua cama. Sei que você não consegue dormir quando está pensando muito em alguma coisa, o que talvez, não seja o caso, porque eu te acordei, certo? Ah, e eu sei também que seu travesseiro tem o cheiro do seu perfume, e também lembra um pouco lavanda, que é do seu sabonete, mas que às vezes você tem umas recaídas e faz com que ele fique com cheiro de cigarro e vodka e que eu sempre era obrigada a trocar o lençol da sua cama quando ia para sua casa nos fins de semana. Você amava implicar com minha voz, lembra? Por mais que a amasse, você só queria me deixar irritada e me abraçar sempre que eu vestia sua camisa cinza ou branca. E você odiava quando eu escolhia a cor de que camisa sua usar, porque você queria me vestir com a que tinha o seu cheiro, o seu perfume. Eu sei que agora é tarde, que você tem sono, eu sei que talvez queira desligar e que a sua nova namorada pode estar deitada do seu lado e você nem esteja prestando atenção no que eu estou falando e sorria para ela agora, como sorria pra mim, depois passe a mão no rosto dela e afaste o cabelo dos lábios dela. E fique olhando-a enquanto ela fecha os olhos e sente o macio da sua pele e vice-versa. Sei que tudo está errado, que eu não deveria ligar e que seu número nem deveria mais estar na minha agenda. Mas é que eu levantei, fui até a janela e me lembrei de você… e por mais que eu vá me dormir agora e fique revirando na cama, me lamentando por ter te ligado e por ter falado tudo o que eu falei, eu tenho um peso a menos por ter deixado tantas lágrimas caírem enquanto ouço o seu silêncio e não o silêncio do meu quarto vazio guardando tanta saudade sua. Aliás, sua camisa ainda está aqui e tem seu cheiro, se não se importa, acho que vou usá-la, talvez isso me faça dormir mais rápido. E se não se importa também, eu quero sonhar com você e… me desculpa por ter ligado. É só que no momento em que eu disse “eu sinto sua falta”, eu tive a esperança que você dissesse ao menos um “eu também”.

    (Ele respira fundo mais uma vez chorando, e ela desliga o telefone).

    Ele: Eu também sinto sua falta…”

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Quem sou eu

Oi, eu sou a Stephany Poubel e esse é oficialmente meu cantinho na internet. Hoje tenho 20 anos e moro no Rio de Janeiro. Sou formada em Gestão de Recursos Humanos, mas meu sonho mesmo é ser escritora. Minha vida às vezes parece roteiro de filme e eu adoro escrever, sempre gostei de compartilhar com outras pessoas o bom da vida. Sou apaixonada por musculação, porém minha dieta não é totalmente balanceada. Minha base é minha família, porém são eles que me apoiam. Meu blog se transformou num lugar onde compartilho as coisas mais legais que vejo por aí, e sempre serei uma eterna aprendiz!

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