30 novembro 2013


# ESTOU MUITO TRISTE !!!

Ator morreu em acidente no sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
Paul tinha 40 anos e foi estrela da série de filmes 'Velozes e Furiosos'.


Paul Walker em maio de 2013. (Foto: Filipe Carvalho/Reuters)
 
O ator Paul Walker, estrela dos filmes 'Velezoes e Furiosos' ao lado de Vin Diesel, morreu neste sábado (30), aos 40 anos, em um acidente de carro no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, informou seu publicitário na conta oficial do ator no Twitter e no Facebook. "Lamentamos confirmar que Paul morreu em um trágico acidente de carro durante um evento benéfico para sua organização Reach Out Worldwide", disseram seus publicitários no Facebook. "Era o passageiro no carro de um amigo, no qual ambos perderam a vida", acrescentaram. A notícia foi publicada inicialmente pelo portal especializado em informação de famosos 'TMZ'. De acordo com o site, o acidente aconteceu em Santa Clarita, ao norte de Los Angeles. Fontes ligadas a Paul disseram ao site que ele estava em um Porsche que bateu em um poste ou árvore. Em seguida, o carro teria pegado fogo. Segundo o departamento de Polícia do condado de Los Angeles, o acidente aconteceu por volta das 15h30 hora local. O ator ficou famoso quando estrelou o filme de 1999 "Varsity Blues", e ficou mundialmente conhecido no papel de Brian O’Connor, na série de filmes “Velozes e Furiosos”. Ele deixa uma filha de 15 anos. Walker filamva atualmente a sétima parte de 'Velozes e Furiosos', franquia que lhe deu a fama no mundo todo graças a seu papel de Brian O'Conner, um ex-policial envolvido em corridas clandestinas de carros. A famosa saga automobilística arrecadou quase US$ 2,4 bilhões nas bilheterias de todo o mundo.
27 novembro 2013

     Não é bem um anjo, mas chega perto de ser um. Aquele ponto onde você encontra paz, onde se sente segura só por está ao lado dele. Sabe o momento que você mais pede um abraço sincero e um colo amigo; então, esse ser quase um anjo tem. Não sei o que ele é, nem de onde veio, mas sei que quando eu preciso ele está ali, logo ali me esperando para me ajudar. Como podem dizer que anjos não existe se ele é quase um? Dar conselhos, te critica, dar atenção, carinho... Talvez seja minha imaginação querendo apenas um desses. E então eu viajo neste sonho com alguém que se tornou tão especial no meu mundo. É incrível, mas não sei explicar como me sinto bem com ele e como eu sou tão eu quando estamos juntos. Pode ser verdade sim que duas pessoas possam se dar tão bem assim. Ele é tipo um anjo, mas não possui asas e não mora no céu. Me pergunto às vezes porque ele caiu bem na minha direção.
     O meu sonho era lindo, ele estava comigo todos os dias, era um amigo para todas as horas, e toda vez que ele partia algo dentro do peito chorava pedindo para que meu anjo ficasse e continuasse me protegendo e então pude perceber que em todos os meus sonhos ele estava lá novamente, ao meu lado. Foi daí que sorrir e aprendi que ele nunca ia embora em quanto eu estivesse sonhando. Não consigo acreditar porque eles não existem se este é tão bom para mim. Eu acredito sim em anjos e minha mãe sempre me falava na existência deles, que mesmo sem querer eles aparecem e nos tocam profundamente. Entram na sua vida para te proteger, te dar a sensação de tranquilidade, conforto, vivem os dias difíceis com você, então ele deve ser verdadeiro. Ou minha imaginação seja tão pura que me faça viver em meus próprios sonhos. Se tudo for ilusão quero continuar dormindo só para te-lo bem perto. Algo mágico que não é desse mundo, são tantas brincadeiras, tantos sorrisos roubados, tantos abraços, tantas conversas que eu pude notar o quanto estava feliz. Ele era meu amigo que surgiu na hora certa, levantou o meu astral e me fez acreditar que é preciso continuar. Foi quando de repente tudo sumiu! Acordei e vi que não era só um sonho, era minha realidade sendo vivida. Mas sabe o que eu andei pensando? Que anjos existem sim e eu tenho um, bem pertinho de mim.
25 novembro 2013
A culpa da minha ansiedade é toda sua. Tic tac tic tac tic tac, batendo no meu peito a conta-gotas. Quero inverter a cronologia das coisas e chegar logo ao final. Quero ver se encontrei aquele amor pra vida toda, se ele me amou cada dia mais. Quero saber como foi o dia do nosso casamento e se a gente continuou se olhando com o mesmo olhar. Quero saber que rosto tiveram os nossos filhos e quantos foram os filhos a quem eu tive que ensinar a andar. Mas você me faz esperar tanto, com uma paciência que eu perdi em algum lugar. 

Quero saber se larguei aquele emprego infeliz pra fazer a tal viagem mirabolante, para aquele lugar desconhecido. Quero saber se tive coragem para isso, por que eu me sinto sempre tão covarde. Quero saber quanta sabedoria acumulei e se finalmente um dia minha mãe veio para perto de mim. Mas você não me dá essa chance, me deixa na angústia de não saber o próximo capítulo desse livro. E é por isso que eu te culpo.

Quero saber quem dividiu a varanda comigo, segurando em silêncio a minha mão. Quero saber quem de nós dois, depois ficou sozinho, e se eu finalmente encontrei um cãozinho que morasse comigo. Quero saber se fui feliz para sempre, se valeu a pena o esforço e a dor, quero saber se aprendi a domar o coração.

Quero saber se encontrei, pelo menos metade, das respostas que procurei, ou se continuei uma questionadora incansável, quero saber se um dia minha cabeça me deu paz de tanta indagação. Sabe o que eu quero saber também? Quando que você vai acelerar o passo, adiantar esses ponteiros e me deixar saber se tudo deu certo, ou não.

Quero saber se peguei o melhor caminho e se troquei aquele carro velho, que era o meu xodó. Quero saber quantas pessoas permaneceram comigo e quantas não. Quero saber quantas coisas deixei inacabadas, quantos medos adquiri ou superei. E o medo de avião? Será que eu deixei? Acho que você poderia me adiantar uns dias para eu saber que gosto tem o amanhã.

Quero saber se virei um barro duro que não molda e ninguém acerta a mão, ou se continuei mudando e me surpreendendo com as novas imagens que vejo no espelho, quero saber quantas novas rugas brotaram dos meus olhos e quantas lágrimas também. Quero saber se consegui, finalmente, dormir direito, se coloquei a felicidade no lugar da frustração e se um dia eu tive coragem de tirar os sonhos do travesseiro. Quero saber.

Mas você continua o seu caminho e, porra, como você anda devagar. Não que eu tenha pressa na velhice, mas eu só queria ir lá no fim e voltar. Só pra acabar com a ansiedade e saber se tudo correu bem.

Vamos fingir que estamos juntos. E que juntos fazemos planos. E que os planos fazem sentido. E que o sentido certo é o que caminho que tomamos. E que, de mãos dadas, tomamos mais um refresco. E que o refresco é a água fria que desce no corpo. E que um corpo sem o outro é metade. E que metade do amor é esforço. E que não é esforço ficar do meu lado. E que o lado direito é onde você dorme. E que dormir é mais do que dividir o metro quadrado. E que nesse quadrado somos inteiros. E inteiros sonhamos quando estamos deitados. E sonhando fingimos que nos amamos. E amando fazemos falsos planos.
Deixa eu te dizer o que eu vou fazer. Vou aprontar. Isso mesmo. Com essa cara que você está vendo, sem vergonha, vou fazer o que eu quero aqui mesmo, na sua frente. Sem pudor nem receios. Não vou sequer te olhar nos olhos. Ignoro sua presença e, com deboche, planejo a minha travessura. Vou inventar um mundo novo e não me importo de sujar minhas mãos, ou pingar tinta na roupa.

Senta, assiste, observa a minha criação. Esse momento é só meu e tem algo muito fascinante acontecendo aqui. Eu sei que você está esperando o final, mas enquanto eu não acabo, congela esse momento insano para sempre. Transforma em matéria esse minuto que não vai se repetir. Aproveita que eu estou criando um mundo novo e guarda, para sempre, essa expressão. 

Eu nem sei desenhar direito, nem sei fazer gente com a devida proporção. Nem tenho várias tintas coloridas e, se minha memória não falha, tenho apenas a cor preta, para você ver a minha limitação. Mas olha o que eu tenho na mão. É uma caneta. E com ela eu posso criar o mundo, no vazio de um papel branco.

Posso inventar que as flores são de cores que elas não são, ou que as meninas são sempre felizes, mesmo tendo palitinhos no lugar das mãos. Posso fazer de conta que minha casa tem uma chaminé e que as árvores são todas iguais, que as borboletas são enormes e que meu jardim não tem portão. Posso desenhar nuvens feito de bolas de algodão. Posso colocar o sol no cantinho da folha, e fingir que todas as folhas secas fazem um tapete no chão. Posso criar um mundo diferente, entende?

Agora, olha para mim de novo e lê o que diz a minha expressão:
"felicidade é ter uma caneta na mão."
Deixa eu te dizer: eu não vou me apaixonar por você. Não importa o quão romântico ou solícito você seja, nem o quanto você se disponha a me ver. Ainda que você percorra qualquer distância ou transponha qualquer obstáculo. Ainda que você reserve toda a sua agenda para mim, ou reserve uma mesa naquele restaurante que eu amo, ou me traga uma lembrança de uma viagem, ou simplesmente se lembre de mim. Não vai acontecer. Mesmo que você diga o quanto sente saudade e como seria bom a gente se encontrar novamente. Mesmo que você saiba meu livro preferido, escute as mesmas músicas que eu e expresse, claramente, seu desejo de ficar junto. Ainda que você me admire e faça planos comigo, eu não vou me apaixonar por você. Não importa, de fato, se seu beijo é perfeito, ou se nos divertimos numa viagem sem destino. Não faz a menor diferença se você me abraça durante a noite ou passa horas no telefone comigo. Não importa se você se doa sem receios, eu não vou me apaixonar por você por um simples motivo: se, para amar tanto é preciso ser inteiro, eu não tenho como amar de novo, porque já me levaram a metade. E até agora eu espero, ansiosa, o dia que vão me devolver. 
22 novembro 2013

Rir é correr risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre.
Todo dia é um novo amanhecer vindo de um novo dia, com novas expectativas e novos objetivos a serem traçados. Cada amanhacer que presencio é sempre o mesmo objetivo, e a mesma espectativa, aquela onde vamos poder sonhar juntos em um lugar onde nada possa nos empedir, o anoitecer chega e eu estou ali com lágrimas percorrendo por toda a minha face apenas sentindo a saudade de alguém que um dia esteve aqui mais hoje não está. Amar se torna pouco, platônico seria o ideal. Você não sabe o que sente, é além de amor, além de todos os sentimentos que um dia foram nomiados, é algo que sua alma florece ao estar bem, e ao estar mal ela corrói, muitas vezes a saída é viver em outro mundo e enxergar tudo com os olhos e não com o coração. Talvez nós juntos sejamos o impossível, mas minha vontade de um dia ser possivel não é apenas um sonho é o que eu almejo de uma realidade. As coisas estão acontecendo, mais de uma coisa pode ter certeza permanece em minha mente. A forma que tiver que acontecer eu não me importo, eu só quero você escondido ou assumido. 
A vida é feita de surpresas onde sua missão é viver, alguns momentos podem durar tão pouco e ficar na sua memória por muito tempo, algumas pessoas podem fazer muito pouca parte da sua vida e ser considerada pra sempre. Imagino um dia em que todas as pessoas tivessem o direito de ser feliz, mesmo que seja só por um momento, para ter a oportunidade de sentir o que realmente desejam e acreditar que sonhos não são bobagens. as vezes você percebe que as aparências enganam e você pode sofrer muito com isso !O tempo é uma coisa que não permite voltar para trás, então só se arrependa do que você não fez, aproveite cada segundinho da vida , pra ficar guardado eternamente em sua memória.



REDAÇÃO DO CONCURSO NA VOLKSWAGEN 
No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos 
deveriam responder a seguinte pergunta: 'Você tem experiência'? 
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. 
Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com 
certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e 
acima de tudo por sua alma. 


REDAÇÃO VENCEDORA: 

Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar, 
Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, 
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. 
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. 
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. 
Já passei trote por telefone. 
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. 
Já roubei beijo. Já confundi Sentimentos. 
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. 
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, 
Já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.. 
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se 
esquecer. 
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, 
Já subi em árvore pra roubar fruta. Já caí da escada de bunda. 
Já fiz juras eternas, 
Já escrevi no muro da escola, 
Já chorei sentado no chão do banheiro, 
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. 
Já corri pra não deixar alguém chorando. Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo 
falta de uma só. 
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, 
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar, 
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios, 
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. 
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, 
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. 
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. 
Já apostei em correr descalço na rua, 
Já gritei de felicidade, 
Já roubei rosas num enorme jardim. 
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela 
metade. 
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol. 
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo 
um ir e vir sem razão. 
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num 
baú, chamado coração. 
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?'. 
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: 
experiência...experiência...Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? 
Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! 
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: 
Experiência? 'Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?'. 

17 novembro 2013
Com o tempo a gente aprende que errar é humano, que todos nós erramos e que as vezes mesmo certos temos que abaixar a cabeça e pedir desculpa; E que as vezes é preciso ouvir o que as pessoas tem a dizer; Com o tempo aprendemos a jogar nessa vida, aprendemos que a cada tombo é preciso levantar de cabeça erguida; Aprendemos que nem todas as manhas são de sol, e que nem sempre tudo na vida é como nós queremos; Com o tempo conhecemos pessoas, e descobrimos sentimentos; Com o tempo aprendemos a dar valor a cada segundo que temos, pois aprendemos que em um segundo tudo pode mudar; A vida passa e descobrimos quem são nossos amigos verdadeiros; e as vezes que pessoas desconhecidas te valorizam mais, do que as que estão todos os dias com você; Com o tempo a gente erra mais tambem acerta e mais cedo ou mais tarde, a gente aprende que temos que aceitar cada um como é. E que ninguem é melhor do que ninguém pelo menos nessa vida; Com o tempo a própria vida vai ensinar como viver.
A vida é feita de surpresas onde sua missão é viver, alguns momentos podem durar tão pouco e ficar na sua memória por muito tempo, algumas pessoas podem fazer muito pouca parte da sua vida e ser considerada pra sempre. Imagino um dia em que todas as pessoas tivessem o direito de ser feliz, mesmo que seja só por um momento, para ter a oportunidade de sentir o que realmente desejam e acreditar que sonhos não são bobagens. as vezes você percebe que as aparências enganam e você pode sofrer muito com isso !O tempo é uma coisa que não permite voltar para trás, então só se arrependa do que você não fez, aproveite cada segundinho da vida , pra ficar guardado eternamente em sua memória.
Não sei se dou continuidade nisso, se deixo pra lá, se finjo não sentir nada, se falo tudo de uma vez. Ta dificil e o pior disso tudo não é a minha cabeça confusa, e sim o jeito como você encara tudo isso. Isso sim, é foda de encarar!
O futuro é incerto? sim, pois que graça teria se soubéssemos o que aconteceria amanhã? A vida é feita de momentos únicos, imprevisíveis. São momentos assim que farão a vida se tornar única, são momentos assim, que farão a vida valer a pena e o seu futuro mais ainda.


Eles eram melhores amigos, amantes e almas gêmeas destinadas a estarem juntas, na opinião de todos. Mas, infelizmente, um dia, o destino mudou de ideia vorazmente. — P.S. Eu Te Amo
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã mais uma vez, eu sei. Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã, espera que o sol já vem. Tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá. Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar, tem gente enganando a gente, veja nossa vida como está, mas eu sei que um dia a gente aprende. Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita, sempre alcança. Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém.

14 novembro 2013

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. 

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. 

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. 

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? 
Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? 
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? 

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. 

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. 

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, 
somente uma época na vida de cada pessoa 
em que é possível sonhar e fazer planos 
e ter energia bastante para realizá-las 
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. 

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente 
e desfrutar tudo com toda intensidade 
sem medo, nem culpa de sentir prazer. 

Fase dourada em que a gente pode criar 
e recriar a vida, 
a nossa própria imagem e semelhança 
e vestir-se com todas as cores 
e experimentar todos os sabores 
e entregar-se a todos os amores 
sem preconceito nem pudor. 

Tempo de entusiasmo e coragem 
em que todo o desafio é mais um convite à luta 
que a gente enfrenta com toda disposição 
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, 
e quantas vezes for preciso. 

Essa idade tão fugaz na vida da gente 
chama-se PRESENTE 
e tem a duração do instante que passa.

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.


...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. 
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela... 
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ... 
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável... 
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples... 
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom... 
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... 
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..." 
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso... 
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais... 
Enfim... 
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos 
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito... 
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas 
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
10 outubro 2013
Você acaba de perder a mulher da sua vida.
Eu tenho uma notícia não muito boa pra te dar. Meu amigo, você foi um grandíssimo filho da puta com ela, pelo o que parece. Não sei muito bem da história, mas sei dela. Sei que ela se escondeu de todo mundo por uns dias e chorou tanto que o rosto ficou inchado e os irmãos mais novos tinham medo de que ela morresse de alguma doença que transforma os outros em zumbis. E ainda tem o fato de que ela nunca soube lidar direito com rejeições amorosas. Ah, a menina é linda e mimada, você esperava o que? Ela é bem do tipinho que esnoba, esnoba e esnoba mais um pouco. Até que aparece um imbecil qualquer e se desinteressa por ela. Esse ponto da história é importante, veja bem: você se desinteressou por ela. Não houve interesse imediato e muito menos falta de interesse. Foi aquela coisa de olhar e pensar “bonitinha, arrumadinha, todo mundo quer, mas e daí”? Mal sabe você como essas gurias têm um faro aguçado para o desinteresse nos dias de hoje, meu amigo. E daí você cruzou a história dela.
Não sei muito bem o que ela pensou na hora. O relato não diz muito sobre isso. Mas eu sei que ela viu alguma coisa em você que lembrava um pouco dos babacas por quem ela já se apaixonou. Meu amigo, você não sabia nada sobre ela, não é mesmo? Aquela guria devia estar na faculdade ainda enquanto você já tocava violão, guitarra e baixo e ouvia um pouco de folk britânico nos finais de semana. Ela devia se preocupar em estudar para alguma prova enquanto você já pensava em como ganhar a vida e pagar o aluguel do seu apartamento. Pode falar a verdade aqui: aquele papinho de que ela era a mulher perfeita pra você era só porque ela te tirava do tédio, não era? Bom, foi o que ela disse. Mas ela limpou o rosto depois do episódio com os irmãos e a coisa toda de zumbis. E olha, parece que até viajou pela Europa pra aproveitar o clichê todo que foi ter que te esquecer.
Cá entre nós: o que você fez pra ela? Ah, sim, seu crime inafiançável foi a insensibilidade. Teu problema foi querer e querer e querer e nunca estar satisfeito com nada. Cruel, hein rapaz. Isso não se faz com mulhernenhuma. E você foi tão idiota em não perceber que foi uma baita sorte encontrar com ela por aí e ela ainda te notar. Agora ela já voltou e disse que não precisa mais de você. E você não deixou nenhuma marca, cicatriz ou sequela. Ela me disse que vai achar um cara legal que queira alguma coisa. Esperança bonita a dessa garota, hein.
E ela não era do tipo pra se conformar, meu amigo. Era do tipo que rendia uma história, dois livros e muitas noites bem vividas. Babaca! Opa, usei a exclamação sem querer. Veja só, ela anda melhor que antes. De infantil a mulher crescida. Nada que uma decepçãozinha não faça. Os pais se espantaram quando a menina mimada decidiu se formar logo e bancou o próprio apartamento. Não se fez de difícil pra vida, não. Levantou, sacudiu a poeira e pegou a liberdade dela. E tem encontrado caras legais e histórias fantásticas por aí. Bem, isso é o que diz essa carta que eu encontrei dentro de um livro na biblioteca. Não conheço a menina, mas pelo o que ela me diz aqui, ela está bem melhor agora. E quem perdeu foi você, meu amigo. Você acaba de descobrir que perdeu a mulher da sua vida.
Louca e desvairada.
Dessa vez não tem “meu bem”, “meu amor”, “meu anjo” ou nenhuma dessas expressões de ternura que eu sempre usei com você. É mais um daqueles meus desabafos de quem está cansada de esperar e ouvir promessas vazias (ou até algumas cumpridas). Na verdade, não é bem cansaço, é constatação. Sei lá, chega uma hora que a gente tem que tomar umas decisões e jogar fora ou invalidar velhas escolhas. Dessa vez a minha escolha recai sobre você.
É tão difícil assim entender que eu não vejo mais por que eu me apaixonei por esse cara de 1,80m que sempre me chamou de “minha pra sempre”? A gente cresce, tenta, sofre, sorri e cansa. Eu simplesmente cansei. Mas era um risco a se correr com toda essa coisa de eu dar mais valor a mim mesma do que aos outros. Não é egoísmo, não. É independência. E você esteve do meu lado até que começaram as brigas e a gente desandou. Normal, isso acontece com todo mundo, inclusive com a gente. E chegou num ponto em que remendo nenhum salvaria a gente de um naufrágio. Mas você insiste em me dizer com esses seus olhos azuis insuportavelmente claros que a gente ainda pode dar certo. Entende uma coisa, rapaz: acabou. Eu ainda gosto de você e você sente a minha falta. Mas acabou. Não adianta de nada a gente tentar colocar reticências no lugar de um belo ponto final e guardar tudo o que aconteceu em moleskines velhos engavetados no meu quarto. Eu acho que o melhor é deixar as coisas no passado e lembrar delas como algo bonito que passou. Melhor que ficar tentando requentá-las no microondas e sofrer o desgaste iminente.
O sexo era bom, você sabia onde tocar e a gente se divertia horrores. Eu sei que a gente se conheceu lá pelos meus 16 anos quando eu era uma rebelde incurável do ensino médio. E depois teve aquela nossa viagem pra Inglaterra onde todo mundo queria te deixar sozinho no quarto do Hotel porque você era meio estranho e tímido demais pra enlouquecer com a gente e com as drogas da estação. Mas já te disse que só usei uma ou vinte vezes aqueles velhos baseados que a nossa turminha costumava gostar. A nossa primeira vez foi exatamente naquele dia em que eu voltei correndo na chuva pra buscar a minha bolsa e você me esperou na esquina, me puxou pela mão, me jogou dentro do carro e levantou o meu vestido vermelho (e eu me lembro que a cor do seu rosto era da mesma cor do meu vestido). Mas viu? Passado é passado e a gente tem que desalojar o outro da nossa vida. Eu vou buscar minhas coisas na segunda-feira, você pode assistir ao jogo lá em casa. Eu não ligo. Só não quero mais ter que dividir a chave com um estranho.
E daí você me pergunta por que você se tornou um estranho da noite pro dia? E eu te digo que não estou falando de você. Estou falando da estranha que eu me tornei. Essa mulher de fibra, reconhecida pelos seus diplomas e pelo seu péssimo gosto pra restaurantes italianos, que se guardou numa redoma de vidro e decidiu viver um mundo de fantasias que éramos nós dois. Eu te amei sim. Agora é hora de olhar para frente, comprar umas roupas novas, reclamar da solidão nos dias de chuva e pegar a estrada pra praia nos dias ensolarados. Nós vamos acabar nos tornando amigos. Você sabe disso porque nós sempre fomos assim. Só que eu, maluca, destrambelhada, complexa, bipolar e mais cheia das certezas do que nunca, sei que agora eu quero ser minha, só minha e não de quem quiser.  Agora as coisas vão ser do meu jeito, da forma que eu quiser. Eu posso estar enganada quanto a tudo isso e quanto a nós dois. Eu posso estar sofrendo uma daquelas crises de quando a gente chega aos vinte e tantos anos e não sabe ainda o que quer da vida. Eu posso te ligar amanhã pedindo desculpas por tudo e pedindo pra você voltar correndo e me abraçar no sofá lá de casa.
Só sei que agora eu vou viver à minha maneira. As coisas vão ser do meu jeito louco e insuportável. Do meu jeito leviano e um tanto quanto sério de me cobrar as coisas. Da forma mais tranquila e serena de ver o mundo enquanto um furacão passa pela nossa vida. Não vou te pedir desculpas, não. Porque daqui a algum tempo a gente se encontra. E vai que eu me apaixono de novo por você e por mim mesma? Eu sei que sou doida de pedra. Mas eu sou assim: a mulher da sua vida.
Para desentender as mulheres.
Para desentender as mulheres é preciso acordar cedo alguma vez na vida. É preciso passar uma noite inteira em claro e roer todas as unhas de uma única vez por nervosismo. É saber que ela não vai ligar, mas vai ligar assim que você desistir. É preciso abraçar um garçom, uma punhada de amigos e umas trocentas garrafas de algum destilado fatal. Para desentender as mulheres é preciso ter passado algumas horas com Neruda, Pessoa e Moraes. É preciso de tudo, ser atento ao seu amor. É extremamente preciso acordar atrasado e ter uma vasta gama de desculpas para convencer qualquer juiz a não decretar sentença de morte.
Para desentender as mulheres é preciso renunciar o filme de ação e chorar feito uma menininha enquanto Marley é enterrado. É se fazer de forte na frente dos outros e guardar as inseguranças num cofre que quase ninguém tem acesso. Para desentender as mulheres é preciso ir em frente, dar meia volta, esperar que o espelho dê consentimento e estar sempre disposto a esperar por toda e qualquer ocasião especial que demande tempo. É saber que o jogo está ganho e perder no último minuto. É achar que não tem mais jeito e conseguir um gol de placa aos 45 do segundo tempo. É preciso abrir mão de ser só seu e ser de uma, duas, mil e uma ao mesmo tempo. É preciso entender que todas elas coexistem e que tudo o que você disser será usado contra você mesmo.
Para desentender as mulheres é preciso ser do contra e achar que as entende. É escrever manual pra poeta, pra compositor e pra artista. É ensinar a cada um deles uma essência diferente, um rabisco original. Para desentender as mulheres é preciso se enganar a cada dia e recuperar o fôlego depois de uma caminhada pelo caminho errado. É preciso saber dançar muito bem e não admitir isso. É preciso pisar em pés e achar graça dessa forma de se mover que mais parece uma ciranda. Para desentender as mulheres é preciso ter olhos fechados e peito aberto. É navegar por um mundo desconhecido em busca de algo que você conhece bem. É reconhecer pernas, coxas, panturrilhas em olhos calmos ou tempestuosos. É abrir mão da realidade para viver de literatura. É preciso ser poeta e escrever personagens imaginários para cada noite bem dormida. É contar vantagem sobre uma desvantagem e rir de quando as coisas vão mal. É preciso ser louco.
Para desentender as mulheres é preciso entender de cheiros. É necessário que seja um especialista em sensações e emoções deturpadas. É quase como obrigatório gostar do cheiro do suor delas na sua pele e se deliciar com o fato de que esse cheiro é só delas. Para desentender as mulheres é preciso conhecer Paris, Londres e o Rio de Janeiro. É preciso saber reconhecer  cada pedaço do mundo nas coisas que elas fazem. É ter certeza de alguma coisa completamente incerta e bater pé defendendo uma tese furada. É saber beber vinhos, limpar manchas, tirar roupas e deitar de conchinha sem fazer absolutamente nada. É preciso decifrar o ritmo cardíaco, interpretar a respiração pesada, medir a dilatação das pupilas – ser um pouco médico, talvez. Para desentender as mulheres é preciso ter raiva, ter força, ser um pouco egoísta e não saber lidar com algumas situações. É preciso entender de siglas, de períodos, de chocolates e de flores.
Para desentender as mulheres é preciso decorar esse texto algumas vezes. E esquecer de tudo isso no exato momento em que puser os olhos em uma delas e descobrir que o impossível mesmo é desentendê-las.

Você sabe que não deve fazer cócegas nelas porque a machucam? Sabe a diferença dos seus sorrisos sarcásticos e felizes? Sabe que não deve opinar sobre sua família, nem falar mal dos seus antigos namorados? Só de mim, eu sei. Creio que você não tem ideia do que é dormir com ela. Dormir, não foder. Foder também. Mas dormir. Dormir e acordar ao lado dela. A vida dela é torta. Não se esqueça disso. Ela sempre acorda com sono, mas quase duas da madrugada, fica se remexendo na cama caçando o tal sono que perdeu pela manhã.
Pra ela tudo tem nome de “coisa”. O controle remoto é uma “coisa”. A bolsa é uma “coisa”. O talher é uma “coisa”. Até o cachorro é uma “coisa”. Certa vez, ela disse mô-tô-sentindo-uma-coisa-estranha. Pra mim era um mau pressentimento. Ou fome. Ou cólica. Sei lá. Era amor. Amor-coisado, ela disse.
Ela é toda sinais. Corta o cabelo quando quer mudar de vida. Mais de cinco centímetros é porque ela quer revolucionar o mundo. Cuidado nesses momentos. As cores das unhas e das lingeries determinam sua libido. Quando põe batom, pensa em beijar. Brilhos nos lábios também. Saiba disso, cara.
Mas ela também sabe fingir. Vai fingir não se importar, ser forte, ser sabida ou esperta. Vai fingir até que não precisa de você, mesmo quando ela estiver com trinta e nova de febre e batendo recordes de espirros por segundo. Não ligue. É porque ela não quer que você a encontre com o nariz todo vermelho, tossindo feio e com a garganta inflamada. Mesmo sem ela deixar, vá visita-la e cuide dela. Por mim e por você.
Ela fuma quando fica brava ou quando bebe. Bebe quando quer, sem ocasiões especiais. Certo dia acordou num domingo bebendo vodca no café da manhã. Mas ela sabe aproveitar um belo achocolatado também. Vai parecer durona, vez em quando. Mas é menininha, vai por mim. Faça carinho na bochecha. Ela não irá resistir.
Ela não se importará em dividir a conta. Caso você proponha pagar tudo, ela não deixará, mas mesmo assim ficará feliz com a tua atitude. E com um tempo, ela irá pagar a conta também. Muito provavelmente, em alguma quarta-feira qualquer, irá te ligar no meio do expediente só para te passar uma notícia boa e vai dizer quer deseja comemorar no restaurante predileto dela: o japonês na esquina de sua casa. Vai se impressionar com um tanto que ela consegue comer por segundo. Ela gosta de molho teriaki e de sashimi. E não sei se já aprendeu a comer com hashi. Acho que não. Ofereça ajuda.
Ela é tão homem quanto todos os homens. Gosta de coxas, bunda, barriga e virilhas. Quando vai à praia, costuma reparar no volume das sungas alheias e comentar com amigas. Mas ela se apaixona mesmo é por bocas. Lábios, sorrisos, mordiscadas e palavras.
Quase sempre apaixona-se por homens de humanas. Adora ouvir sobre psicologia, política, literatura e cultura pop. Mas não fale feito um tolo. Saiba ouvir também. Caso você ainda não esteja apaixonado por ela, vai ficar encantado quando ela começar a falar sobre suas poesias, Rimbaud, Manoel de Barros e sobre sua vontade de se entender. Ela vive num eterno questionamento sobre si. Faz besteiras e logo se arrepende. Mas acredita que todo erro existe para a aprendizagem. Não a julgue por isso. Nem tente entendê-la.
Por fim, apenas entenda e aprenda que sem ela, você será como eu: um prisioneiro eterno das lembranças.
Uma crônica breve sobre aquele sentimento de saudade
Mais uma vez ele viu o relógio mudar rapidamente de 6 para 7 os minutos da quarta hora da madrugada. Apesar da quase rotina, esse hábito ainda causava um certo desconforto; parecia haver hora certa para lembrar dela. Balbuciou o palavrão de sempre, estalou os dedos e procurou os óculos no escuro. Já previa a dor nos olhos antes mesmo de acender a luz, então decidiu descer a escada no breu mesmo. Abriu metade da janela, observou a chuva por alguns minutos, lembrou das noites chuvosas ao lado dela, lembrou do vidro embaçado e da música suave das gotas atingindo-o, lembrou do edredom roxo ou violeta ou púrpura – nunca soube qual a verdadeira identidade cromática do negócio e também não levou o assunto à ela – e do cachorro dormindo embaixo da cama. Lembrou dela, do sono dela, da maneira como os olhos dela se apertavam quando ela dormia, das asas redondas do nariz, dos lábios finos convidando-o para um beijo. Lembrou do cheiro da respiração dela e respirou profundamente, como que querendo encontrar tal cheiro no ar. Falhou.
Foi acordado do sonho-acordado por uma distante sirene de polícia, andou lentamente até o fogão e aqueceu uma medida de leite. Enquanto aguardava, reparou na quase dúzia de folhas de caderno escritas e rasuradas e espalhadas na mesa numa ordem que somente ele entendia. E nessas folhas, palavras que somente ela entenderia.
Sonhou de novo, e dessa vez com os vários bilhetes que escondeu pelo quarto dela, bilhetes recheados de pequenas juras e promessas e micro-elogios que arrancariam dela aquele sorriso que só ele conhecia, bilhetes assinados pela metade, que mostravam o quão inteiro ele era com a metade dela. Acordou novamente, dessa vez com o cheiro de leite fervendo, xingou a vaca, disfarçou muito mal um sorriso, terminou de preparar o capuccino e aqueceu a garganta com goles curtos. Era normal esquecer do mundo quando se lembrava dela. Era comum.
Largou a xícara na mesa, apagou a luz e, antes de voltar à cama, viu a luz amarela e deprimida de um poste atravessar a janela e repousar na cadeira ao lado. Como previsto, sentiu o costumeiro aperto no peito e também a solidão tocar-lhe os ombros. Tudo naquela casa lembrava dois, à dois, os dois, mesmo sem nunca ter existido dois naquele espaço. Repare bem: naquele espaço. A cadeira vazia servindo de repouso para o violão, o número de talheres e pratos e copos, a mesa redonda e pequena, o box do banheiro, a cama de solteiro (para dormirem mais próximos). Sentiu o chão gelado abaixo dos pés e desejou os pés dela colados nos dele. Voltou pra cama, olhou a foto dela na tela do celular, rezou por ela e reclamou consigo mesmo, com seu próprio deus, sobre as lágrimas que se acumulavam nos cantos dos olhos contra sua vontade. Alguns minutos depois da quarta hora da madrugada, ele tirou os óculos e os deixou no chão mesmo; ela não estaria ali para pisar neles meio que por engano. E como esperado, não dormiu.
Carta pra você (que ainda não chegou)
Olha pra mim e diz que chegou. Eu já ando cansado de bater de porta em porta, sempre tentando, sempre com um sorrisão na cara e um buquê de flores ou um vinho desconhecido pra brindar por solidões individuais que ainda não se destacaram na multidão. Percebe em mim alguma coisa mágica, um olhar no metrô, a forma como eu viro uma página de livro, os sapatos engraxados com afinco doentio e todos esses pequenos detalhes-ganchos que eu espero que você pesque.
Cuida de mim e diz que eu posso descansar a cabeça no seu colo durante a viagem de ônibus, ou conta comigo pra pousar a mão na sua coxa e assobiar feito passarinho a música do rádio num carro. Cuida e me olha de novo pra me enxergar. Já passou tanta gente que me olhou uma, duas, muitas vezes que eu já nem conto mais. E toda essa gente me atravessou o peito como se nunca tivesse me enxergado direito, entende? Por isso que eu me sinto feliz ao primeiro sinal de que você vai me enxergar e dizer que reparou numa pinta escondida por trás da barba e por trás da casca pra me chamar de teu.
Repousa em mim e se esboça aos poucos. Escorrega comigo pelos braços, pelos pelos e pelas pernas e vai se desenhando aos poucos, em torno de mim enquanto me rabisca com giz de cera. Dá tempo de apagar alguma listra que a gente não gostar e rabiscar, rabiscando a gente se entende e manifesta aquele desejo infantil de se fazer entender de forma prática. Me desenha um sol e me chama de meu bem? É que ninguém nunca me chamou assim e eu sinto um carinho grande, desses de abraço de urso, quando alguém chama alguém assim – só que nunca fui eu.
Não entenda esses pedidos todos como receita pronta de bolo, por favor. Nem vai achando que eu sou um desses mandões-carentes-abarrotado-de-sonhos porque disso tudo eu só tenho sonho. Tenho sonho-esperançoso, bem bonito mesmo, de poder ser feliz vendo você sorrir. Você que já chegou e nunca olhou pra mim ou você que eu juro, prometo e espero ainda conhecer num ônibus vazio com muitos lugares pra dois – com você sentando do meu lado e me escolhendo pra meu par. Dizendo algo como “toma aqui o meu amor e constrói tuas coisas junto das minhas, e não à volta dele”. Toma aqui o meu e vamos ser feliz (porque eu te juro, é o que eu sempre quis desde que eu era pequeno e queria crescer).
Eu acho que no fundo é o que essa gente toda quer. Aquele amor por acaso, sem grandes firulas ou novelas mexicanas, pra trocar o drama por carinho. Por isso que eu ainda tenho esperança, uma esperança simples de te achar numa dessas vezes em que tocam minhas campainhas.
Vem ser feliz comigo e desembaça esse óculos. Bate na minha porta e enxerga o meu rosto, as minhas rugas (ainda) finas, as entradas sendo cavadas no cabelo e alguns fios brancos aparecendo, bate na porta e não me pede açúcar, me pede pra dividir um sonho bom e uma vida doce contigo. Eu controlo naturalmente pra não deixar a gente com diabetes. E jura, mas só se quiser, se sentir de verdade, que vai me amar até amanhã de manhã quando acordar desse sonho bom. Ri da minha cara de sonho e dessa vez me abraça, me abraça como eu sempre quis abraçar alguém numa tentativa otimista de encontrar você, que eu ainda não encontrei.
Minha ressaca de você
Eu andei bêbada de você. Agora, o meu porre é pela sua falta. É pelas ligações que você não faz, pelas mensagens que não responde, pela reconciliação que não está disposto a ter. O meu porre é pelo carinha de xadrez no canto esquerdo do salão que não para de me olhar. E pela vontade que eu continuo tendo de que você resolva não me esquecer, enquanto olho no celular pela milésima vez na noite. Minhas amigas insistem que eu já bebi demais por hoje. Mas tento dizer para elas que as dores de cabeça, as olheiras e o enjoo da vida não têm nada a ver com o álcool: tudo isso foi o seu adeus que rendeu.
Alguém derruba tequila na minha blusa preferida, alguém pisa no meu pé e alguém me empurra no meio da música da Anitta. Depois, alguém simplesmente rouba o copo da minha mão e me beija. Não é você. Mas, enquanto você se mantém longe, eu deixo que ele invada a minha boca. E deixo que passeie com as mãos por lugares do meu corpo que você jurava, até ontem, que eram seus. É uma forma inconsciente de dizer: olha só, tão me roubando de você.
Enquanto me roubam do nosso passado, porém, é da sua sala que eu me lembro. Debaixo daquela almofada verde que fica no seu sofá, tem uma marca de cigarro que eu deixei nos nossos primeiros meses juntos. Qualquer dia, você bate o olho na mancha e se lembra de mim. Aquele creme que eu costumava passar nas suas costas quando te fazia massagem está na segunda prateleira do seu banheiro. E a comida no armário da cozinha fui eu que comprei. Deixei minha marca pela sua casa inteira, para você esbarrar comigo em cada hora do seu dia.
Eu vou esbarrando com você por aqui. Quando sinto meus pés doendo pelo salto que desacostumei a usar, lembro que nós dois não costumávamos sair. Eu ficava feliz em vestir sua camisa e passear descalça por seu apartamento de três cômodos, enquanto você tentava compor mais uma música que não iria para as paradas de sucesso. Eu era completamente louca pela sua voz, pelos seus acordes e pelos seus silêncios. Eu era completamente louca por você também. (E, boba que era, achei que era recíproco).
Cansada de lembrar de você, e com álcool e memórias demais no meu sangue, eu entro em um táxi qualquer e vou embora. Você ainda não se lembrou de mim. Ou é o que quer fingir, porque eu também já soube que você andou perguntando como eu ando para os nossos amigos em comum. Eu, por outro lado, lembrei como eu andava quando estava ao seu lado. Uma menina acuada pelos seus gritos, calada pelos seus ciúmes excessivos, diminuída pelas suas opiniões autoritárias. Todos os seus erros já passaram pela minha cabeça, e eu já me arrependi de você.
Eu chego em casa, me jogo na cama do jeito que estou e decido: acabou. Esse é o último porre que tomo de você e por você.
21 agosto 2013
bolsas-tendencia-escolhas
Estamos praticamente no meio do inverno e quando a temperatura cai, nossos looks do dia tendem a ficar bem mais sóbrios e sem graça. Afinal de contas, nossa prioridade passa a ser manter o corpo quentinho, né? Uma solução para deixar o visual moderno e continuar aquecida, é caprichar – mesmo –  nos acessórios. Se você é daquelas que não curte muito brincos, anéis e pulseiras, a melhor alternativa é escolher um modelo de bolsa que valorize e destaque a composição. O problema é que nem sempre isso é tão simples de fazer.
No final de semana mesmo fui ao shopping tentar encontrar um modelo bonitinho pra usar em um evento importante e adivinhem? Passei um tempão olhando vitrines e não desejei/amei nenhum modelo em especial. Pelo menos não os que custavam o valor que eu gostaria de gastar. Hunf.
Como eu ainda precisava encontrar a bolsa ideal, cheguei em casa, liguei o computador e resolvi fazer uma busca online. Ga-rim-par virtualmente. Um beijo para a facilidade proporcionada pela tecnologia. Abri o site de quase todas as lojas que conheço e fui favoritando os modelos que mais me chamavam minha atenção. Com tanto achado legal, decidi que faria um post aqui pro blog só para compartilhar essas belezinhas com vocês.
A pergunta agora é: qual delas também conquistou seu coração (e cartão de crédito)?
bolsas-adolescente
bolsas-divertidas
outras-bolsas-teen
bolsas-diferentes
bolsas-brunavieira

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Quem sou eu

Oi, eu sou a Stephany Poubel e esse é oficialmente meu cantinho na internet. Hoje tenho 20 anos e moro no Rio de Janeiro. Sou formada em Gestão de Recursos Humanos, mas meu sonho mesmo é ser escritora. Minha vida às vezes parece roteiro de filme e eu adoro escrever, sempre gostei de compartilhar com outras pessoas o bom da vida. Sou apaixonada por musculação, porém minha dieta não é totalmente balanceada. Minha base é minha família, porém são eles que me apoiam. Meu blog se transformou num lugar onde compartilho as coisas mais legais que vejo por aí, e sempre serei uma eterna aprendiz!

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