21 agosto 2013
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Estamos praticamente no meio do inverno e quando a temperatura cai, nossos looks do dia tendem a ficar bem mais sóbrios e sem graça. Afinal de contas, nossa prioridade passa a ser manter o corpo quentinho, né? Uma solução para deixar o visual moderno e continuar aquecida, é caprichar – mesmo –  nos acessórios. Se você é daquelas que não curte muito brincos, anéis e pulseiras, a melhor alternativa é escolher um modelo de bolsa que valorize e destaque a composição. O problema é que nem sempre isso é tão simples de fazer.
No final de semana mesmo fui ao shopping tentar encontrar um modelo bonitinho pra usar em um evento importante e adivinhem? Passei um tempão olhando vitrines e não desejei/amei nenhum modelo em especial. Pelo menos não os que custavam o valor que eu gostaria de gastar. Hunf.
Como eu ainda precisava encontrar a bolsa ideal, cheguei em casa, liguei o computador e resolvi fazer uma busca online. Ga-rim-par virtualmente. Um beijo para a facilidade proporcionada pela tecnologia. Abri o site de quase todas as lojas que conheço e fui favoritando os modelos que mais me chamavam minha atenção. Com tanto achado legal, decidi que faria um post aqui pro blog só para compartilhar essas belezinhas com vocês.
A pergunta agora é: qual delas também conquistou seu coração (e cartão de crédito)?
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Katy Perry fez sua primeira tatuagem logo que completou 18 anos, em 2002. Desde então, nossa cantora favorita que acabou de lançar trabalho novo (vocês já assistiram o lyric vídeo de “Roar”, né? É uma conversa no WhatsApp!), fez mais quatro desenhos pelo corpo.  Todas as tatuagens de Katy são pequenas e combinam bastante com seu estilo, história e personalidade. Será vocês já repararam em todas? Vamos descobrir!
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01. Jesus no pulso
O pai de Katy é pastor e sua família inteira é muito religiosa. Em uma entrevista, a cantora contou que o significado da tatuagem é para sempre lembrar que a religião sempre fará parte de sua vida.
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02. Flor de Lótus no pulso
Essa tatuagem foi feita logo depois do divórcio de Katy ator Russell Brand. A cantora não deu muitos detalhes sobre a tatuagem, questionada por uma fã Katy apenas disse que representa um “novo começo”. Entre vários significados possíveis, no budismo e hinduísmo a Flor de Lótus representa o crescimento espiritual e a pureza do coração e da mente.
03. Frase em sânscrito no braço direito
A frase em sânscrito (uma língua da Índia) significa algo como “deixa andar” ou “vá com a onda”. Katy fez tatuagem junto com Russell Brand, seu ex marido e decidiu não remover a frase após o divórcio.
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04. Bala no tornozelo
Katy conta que a tatuagem de um doce foi o jeito que ela arrumou de representar na pele o seu álbum “Teenage Dream”. Tudo a ver com aquela fase da cantora, né?
05. Morango no tornozelo
O morango com olhos e boca foi a segunda tatuagem de Katy, feito para representar o sucesso do seu primeiro álbum  “One Of The Boys”.
O ambiente já era velho conhecido, amigo do peito praticamente. Uma sala de aula, dezenas de mesas dispostas em fileiras separadas e cadeiras desconfortáveis. Em uma lousa preta, as velhas informações que eu já estava cansada de saber: horário em que poderia entregar o gabarito e horário do fim da prova. Mas na minha cabeça, antes mesmo que me entregassem as folhas de teste, só tinha uma dúvida: e aí, é isso mesmo?
Eis uma pergunta que me fiz pelo menos um trilhão de vezes antes de decidir qual seria meu grande chute final. Publicitária, jornalista, advogada, atriz, veterinária? Não é que eu não fizesse a mínima ideia de qual profissão eu iria seguir, acontece que havia pelo menos uma dezena de profissões que eu achava atraente e nas quais me via trabalhando. Aí batia aquela incerteza chata: é isso o que eu quero fazer para o resto da vida? E a coisa desandava. Travava total.
Com 16 ou 17 anos, você pouco sabe o que quer da vida. A minha vida, pelo menos, havia se resumido até então a: escola, alguns cursos paralelos, trabalhos temporários e minha família. Para falar bem a verdade, a maioria de nós pouco tem ideia de como é o mundão lá fora, aquele real, de gente grande, salários e contas para pagar. No entanto, a pergunta que mais ouvimos durante todos os anos até aqui é uma só: o que você quer ser quando crescer?
Eu “cresci” e continuo sem saber o que eu quero ser. A profissão eu escolhi, aos 45 do segundo tempo. Já estou na fase final, com sensação de que a escolha foi certa. Mas decidi assim: de supetão. Podendo errar feio e ter que voltar atrás e dizer que fui pelo caminho errado. E ok, né? Quem é que não erra a esquina e precisa procurar o retorno ao menos uma vez na vida?
De vez em quando ainda me bate aquela dúvida: “e aí, é isso mesmo?”. Já me desesperei mais pelas minhas incertezas. Hoje, apenas penso que tudo bem. Tudo bem continuar me questionando aos 21. Tudo bem me questionar aos 25. E se eu ainda tiver dúvidas aos 40, que mal tem? O Pedro Bial disse em uma música, que você já deve ter ouvido por aí, que as pessoas mais interessantes que ele conhece não sabiam, aos 22, o que queriam da vida; e muitos dos quarentões que conhece continuam sem saber.
Talvez eu seja louca de achar isso sensacional. A vida dá a chance de a gente se reinventar a qualquer hora. E depois que eu cresci, foi isso o que reparei: ter certezas imutáveis na vida não faz de ninguém mais feliz. Feliz mesmo nessa vida é quem tem a leveza e a coragem de se transformar, mudar de opinião, voltar atrás e correr em busca de novos sonhos. Porque a vida só se torna imutável de verdade quando ela acaba. E curta ou longa, enquanto não acaba, tem muita coisa pra rolar.
"Todos nos carregamos conosco uma história. Aquela que só nos atrevemos a lembrar, quando durante a noite no escuro, encontamos nossas cabeças no travesseiro e o silêncio cala fundo."

"Todos nos carregamos conosco uma história. Aquela que só nos atrevemos a lembrar, quando durante a noite no escuro, encontamos nossas cabeças no travesseiro e o silêncio cala fundo."

Muitas vezes damos importância demais para problemas que não afetam nossa vida em nenhum sentido. Muitas vezes ficamos assustados com o que vai acontecer com o nosso futuro, e esquecemos de que nem o passado nem o futuro importam, apenas o presente. Apesar de todos os problemas, todas as confusões, nunca deixe seu presente ser abalado. Aliás, a vida é uma só, e não existe passado nem futuro depois que morremos, pois ela é feita apenas de presente. Então viva o hoje e seja feliz enquanto há tempo.(odeio∞rotulos) 

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uitas vezes damos importância demais para problemas que não afetam nossa vida em nenhum sentido. Muitas vezes ficamos assustados com o que vai acontecer com o nosso futuro, e esquecemos de que nem o passado nem o futuro importam, apenas o presente. Apesar de todos os problemas, todas as confusões, nunca deixe seu presente ser abalado. Aliás, a vida é uma só, e não existe passado nem futuro depois que morremos, pois ela é feita apenas de presente. Então viva o hoje e seja feliz enquanto há tempo.


Reza a lenda que o universo conspira a favor quando o pedido é feito com o coração. Resolvi então trocar meus dedos pelo coração antes de te escrever para pedir.


Escreveu um bilhete, enfiou dentro do sapato - dele -  e voou.
No bilhete quatro curtas palavras que guardavam o suspiro de uma vida inteira: Me ama... pra sempre.



Não. Não é aquele elogio caprichado que você dará ao vê-la. Muito menos o fato de você abrir a porta do carro para que ela entre, ou puxar a cadeira para ela se sentar. Tá, você terá êxito em tudo isso. Vai deixar uma boa impressão e com um pouco mais de investimento, dependendo da garota, vai conseguir levá-la pra cama. Se é só esse seu objetivo, pode parar de ler por aqui. Agora, se o seu interesse é saber o que faz as mulheres se apaixonarem, meu bem, vou te contar a fórmula e você rirá do quanto é simples: "Ser sincero". Isso, simples assim, seja sincero, conte-nos seus defeitos sórdidos e nos permita saber quem são de fato, vocês.
O cara chega com aquela cara toda de humano, de gente que erra como a gente, e numa conversa solta sem querer e envergonhadamente seus defeitos, pronto, meio caminho andando pra fazer a interlocutora pender pra paixão. Claro que também não é dizer os defeitos e achar que tem o aval de sair cometendo todos os desatinos possíveis depois e ainda achar que ela cairá a seus pés, e óbvio que tudo isso vem também com um conjunto de coisas, e a boa convivência é uma delas. Por exemplo, se você é um bruto grosseirão não é admitindo que irá conquistar alguém, será mudando mesmo.
Eu me lembro do dia em que disse pro melhor cara que conheci até hoje que ele era isso "o melhor cara que tinha conhecido na vida até aquele momento". Ele engoliu em seco e respondeu "Menos, menos, beeeeem menos... Sou péssimo, cheio de defeitos, egoísta, melancólico e mais um monte de coisa terrível.*" e eu tive mais certeza ainda, ele era mesmo.
Mulher tem um gosto estranho, é estranha. A gente gosta de gente como a gente, que tem medo também mas que sabe escondê-lo muito bem atrás de um bom sorriso de canto de boca.
Nada de promessas e jóias caras. Nada de buquês. Claro que tudo isso ajuda, mas não é isso que fará alguém amar você até o fim e morrer, se preciso for, um dia por você. É você, do jeito que é.
A gente sabe que hora ou outra vocês irão chegar mais tarde, vão passar no bar com os amigos, vão nos trocar por uma tarde de futebol e vão nos obrigar a engolir muitos amigos chatos, mas, é por serem vocês, por terem nos mostrado vocês, por terem ousado tirar a casca e dizer "esse aqui é o que realmente sou" que fará com que amemos vocês apesar de tantos "apesar de..."
Então, vamos fazer um trato? Nada de ficar contando vantagem do que você tem ou do quanto ganha ou do quanto você é o cara. Homens vivem reclamando que quem gosta de homem é viado, porque mulher gosta é de dinheiro. Talvez vocês estejam jogando o foco de luz nos motivos errados para serem aceitos e quem sabe até, amados.
Nem que seja um affair de uma noite só, se permita ser você e se surpreenda com o que acontece. Quem fica apesar e pelo que é, meu amigo, muito provavelmente ficará para sempre, de um jeito ou de outro.


Que sentimento é esse que não me deixa esquecer?
Passa o dia, a noite
sempre lembro de você.

Sofro a cada momento, por não estar com você
somente ao seu lado
essa dor para de me corroer.

Te procuro aonde vou
com a esperança de te encontrar
para dizer ao menos uma palavra ou poder te abraçar.

Espero que onde estiver, 
Nem os obstáculos, nem o difícil caminho
possa impedir de você receber o meu carinho.


Sempre estarei aqui, independente do tempo.
meu amor por você é sem barreiras, sem impedimentos.
Cada vez que te vejo, algo dentro de mim, mais forte vem a bater,
sinto como se perdesse o chão
é o meu coração,
chamando por você.

Saiba que todos os nossos momentos,
guardados hão de ficar
onde estão , nem o tempo pode apagar.

Em algum lugar, sei que você esta,
e mesmo distante, esse sentimento não vai passar.
Só espero que com o tempo, você possa perceber
que o seu destino é ao meu lado e o nosso amor não vai morrer.


Voce é a luz que ilumina meu dia
minha melhor companhia
é a estrela que brilha no meu céu
meu pedaço de pão de mel.

Você é o ar que eu respiro
meu pedaço de suspiro
minha goiabada com queijo
meu doce desejo.

Você é o meu sonho realizado
meu príncipe encantado
meu maior pecado
Meu namorado. 


Que o seu sorriso sempre brilhe
que o brilho dos seus olhos nunca apague
que a beleza do nosso amor nos guie;
rumo a felicidade.

Que a solidão nunca nos pegue
que a saudade não venha nos torturar,
por que os bons momentos sempre permanecem
na memória de quem sabe amar.

Que assim continue para sempre
nesse ritmo doce do amor
que a felicidade se encarregue
de levar toda a dor.

Que tudo seja belo
um caminho de rosas sem fim
que o nosso amor seja eterno
em uma história sem fim.


A cada tempo que passa,
a saudade bate forte em meu peito
de noite, na madrugada
com lágrimas molho meu leito.

Quando você vai voltar?
Quando virá correndo para os meus braços?
até quando tenho que esperar,
para sentir de novo o seu abraço?

Tua ausência me persegue,
sinto sua falta em todo o lugar
mesmo sendo grande a distância
ela não consegue nos separar.

Que onde quer que estejas
leve-me contigo em recordação
que possas sentir o meu amor
E que ele traga-o de volta ao meu coração.
18 agosto 2013
Conheço uma garota que conheceu um cara. Eles se tornaram amigos há algum tempo. Ótimos amigos, aliás. Saiam para beber de vez em quando. Encontravam-se no metrô sem querer. Conversavam sobre tudo, de um jeito que ninguém mais entendia. E as pessoas gostavam de tentar fazer isso o tempo todo.
Ele, um louco. Ela, uma apaixonada por loucos.
Essa tal garota falava, escrevia e tatuava tudo o que bem entendia. E o que não entendia também. Dragões. Rosas. Flores. Corações. O infinito. Buscava resposta nas páginas dos livros. Diziam que ela estava perdida no labirinto que criou antes de dormir. Draminha. Mas eu, que me identifico com na maioria das vezes, chamo isso de sentir e assumir sem ter uma gotinha de medo. Queria ser um pouco assim. Você também.
O garoto, pelo que me contaram, ainda não sabia lidar com um monte de coisas. O passado. Havia uma lista abandonada na segunda gaveta do armário. Última página do bloquinho. Poucos nomes, uma ordem.
Em uma noite qualquer, vulneráveis como sempre, eles se beijaram. Uma. Duas. Três vezes. Parecia tão simples. Coisa de centímetros. Entre as cadeiras. Depois, entre os lábios. Ele não tinha muita certeza. Ela nem se importava.
Agora as coisas entre eles estão meio bagunçadas. Indiretas coladas na parede da sala. Ele apagou a luz. Esta ali, mas não quer ver. Acho que não quer machucá-la. Não quer perder a amiga, mas também não quer ver a amiga sofrer para sempre. É a vítima e o culpado ao mesmo tempo.
Quanto tempo de espera? Ela quis saber.
Como ele não diz, digo eu: Não existe resposta. Existe pôr-do-sol. Um depois do outro.
Gosto da garota e admiro o garoto. Quero que eles sejam felizes. Como amigos, como amantes, como almas que se entendem. Dia sim, dia não. Enquanto valer a pena.
E você ainda é o homem mais lindo do mundo. No canto da foto dos amigos bêbados, e você é o homem mais lindo do mundo. Com gorro, no meio da confusão do frio. Escondido embaixo de tanta roupa. No fundo do mar. No escuro. De costas naquela festa chata. Meu Deus, como você é lindo.
Não sei direito o que é aurora boreal, mas acho que deve ser algo lindo que se formava enquanto você era feito. Não sei direito o que é isso que eu sinto por você. Mas como é maravilhoso fumar você, cheirar você, tomar você, injetar você. Calar a boca. Me pergunta uma daquelas coisas para eu dar uma daquelas respostas que você morre de rir. Me deixa pirar no seu céu da boca escancarado. Você se joga pra trás. E só porque você e o mundo inteiro têm certeza do quanto você é lindo, você faz questão de sempre se largar no mundo. É a liberdade que só tem quem é infinitamente lindo ou infinitamente feio. Eu sou mais ou menos, mas nesse segundo, já que comprei sua beleza, sou a mulher mais linda do mundo. Me deixa ser linda vestindo você. Outro dia me peguei pensando um absurdo que me fez feliz.
É triste, mas me fez feliz. Pensei se isso que você faz, de ficar horas comigo depois de ter ficado horas comigo. Se isso é algum tipo de caridade sua. Porque, veja bem. Somos plantas e pássaros diferentes. Eu sou a bonitinha que lê uns livros e vê uns filmes. Você é essa força absoluta e avassaladora que jamais precisará abrir a boca para impor sua vitória. Você coloca aquele moletom cinza com dizeres do surf e eu experimento um guarda-roupas inteiro pra ficar à sua altura. Você é essa força da natureza que deu certo. E como eu não sou mulher de correr da dor, deixo ela entrar aos pouquinhos, esbugalhar meus sentidos, enfraquecer meu orgulho. Quando vejo, estou calada novamente, ouvindo o que você não diz e vendo o que você não faz . Não existe não morrer um pouco quando você chega.
Uma vez, quando eu ainda era criança, vi em um filme que amar era assim: fácil. Depois, nas histórias da vida real, percebi que podia não ser tão simples assim. Em um dos episódios de Grey’s Anatomy, uma das minhas séries favoritas, um personagem disse para a mulher que a amava tanto que doía. E por isso eles acabaram. Era isso o que eu tinha encarado até aqui na minha vida: amores que doeram. Todos belos, guardados a sete chaves no porão das minhas lembranças, com cadeiras reservadas no meu coração. Mas amores de pratos quebrados, promessas não cumpridas e gritos que incomodavam os vizinhos. Amores loucos, possessivos, avassaladores. Eu nunca tinha vivido a tal sorte de um amor tranquilo que Cazuza falava. Até ele aparecer.
Ele, que gosta mais de margarina do que manteiga. Que toma café sem açúcar porque diz que temos que encarar as coisas da vida assim: na marra. Ele, que me convidou para ver o pôr do sol no nosso primeiro encontro ao invés de me chamar para jantar. E me presenteou com cds de todas as suas bandas favoritas. Ele, que me abraça no meio de uma briga para eu me acalmar. Que me dá presentes inesperados, beijos não aguardados e declarações a dois melhores do que em público. Ele, que segura minha mão no avião, no shopping e na rua. Que segura minha mão na vida.
E você tinha razão, Cazuza. Tem sabor de fruta mordida, balanço na rede, todo amor que houver nessa vida. Tem barulho das ondas do mar. Tem cheiro de casa. Gosto de chocolate quente. Aquela sensação de ficar na cama em um domingo de manhã sem pressa de acordar pra vida. Um amor cheio de imperfeições, diferenças e opiniões contrárias, mas com uma paciência sem tamanho. E um tédio que, na verdade, nunca chega. Tão lindo quanto todos os outros amores do mundo, mas com a sorte tranquila de ser só meu.
E com ele, apesar dos filmes, das histórias da vida real e dos meus antigos amores, eu descobri que amar não tem fórmula. Pode ser silencioso, calmo, tranquilo, feliz, barulhento, difícil, penoso, árduo, bipolar. Amor pode ser tudo, só não pode ser exato. Porque nas contas do coração, amigo, 2+2 pode dar 5. E 1+1 pode acabar virando 1 milhão. De beijos…
Semana passada liguei pro meu melhor amigo e convidei para um cinema. A gente não se falava desde o ano novo, quando tudo deu errado pro nosso lado. De tempos em tempos sumimos, falamos umas coisas horríveis de quem se conhece demais. Ele topou desde que fosse daqui pra frente, preguiça de conversar da briga e tal.
E fomos. Cheguei antes, comprei. Ele chegou depois, comprou água. Porque eu comprei os ingressos, ele comprou também uns doces e disse que pagaria o estacionamento. Porque ele pagaria o estacionamento, eu disse que daria a carona da volta. E com meu coração tão calmo eu voltei a sentir o soninho de sofá de casa com manta que sinto ao lado dele. A gente não se beija nem nada, mas quando vai ver pegou na mão um do outro de tanto que se gosta e se cuida e se sabe. Já tivemos nossos tempos de transar e passar nervoso e aquela coisa toda de quem ama prematuramente. Mas evoluímos para esse amor que nem sei explicar. Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia, são quase quinze anos. Somos pra sempre. Ele conta do filme que tá fazendo, eu do livro. Os mesmos há mil anos. Contar é sem pressa de acabar. Se ele me corta é como se a frase que eu fosse falar fosse mesmo dele. É um exibicionismo orgânico, como se meu silêncio pudesse continuar me vendendo como uma boa pessoa.
São quinze anos. É isso. Ele me viu de cabelo amarelo enrolado. Eu lembro dele gordinho e mais baixo. Ele sempre comprou meus testes de gravidez, mesmo a suspeita nunca sendo nossa. Eu já fui bem bonita numa festa só porque ele queria me fazer de namorada peituda pra provocar a ex mulher. Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo. E ele vai comigo na pizzaria e todos meus amigos novos morrem de rir porque ele é naturalmente engraçado e gente boa e sabe todos os assuntos do mundo. E todo mundo adora meu melhor amigo. E eu amo ele. E sempre acabamos suspirando aliviados “alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor” e mais uma vez rimos da piada que inventamos, do pai que chega pro filho e fala: sua mãe não é sua mãe, eu transei com outra”. E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica.
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
- Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
- Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
- Não acaba nunca, e pronto.
- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora que é que eu faço? – Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.
- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
- Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
- Acabou-se o docinho. E agora?
- Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atrevessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
- Olha só o que me aconteceu! – Disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
- Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
A recaída de amor acontece como num daqueles pesadelos que se está caindo. De repente você acorda sentado na cama: Meu Deus, eu preciso saber! Mas se eu já estava tão bem há semanas. Volte a dormir, volte a dormir. Você já tinha decidido lembra? Nada a ver com você, chato, bobo, não deu certo. Mas eu preciso saber
Não, não precisa. Pra quê? Vai te machucar. Não! Eu preciso saber. Então levanto da cama. Facebook, a desgraça em formato de parquinho virtual. Nome dele, aparece a foto azulada e ele de perfil. É tão bonito. Mas não há mais nada que eu possa ver. Nos deletamos mutuamente pra evitar justamente esse tipo de inspecão noturna.
Mas isso não vai ficar assim. Ligo pra nossa amiga em comum. Ela não atende, afinal, são duas da manhã. Mando mensagem “me manda sua senha do Facebook agora ou vou ficar te ligando até amanhã cedo”. Ela manda a senha e um palavrão. Acesso. Vamos ver. Eu preciso saber. Eu preciso. Então vejo que ele não posta nada há cinco semanas. Fotos, fotos. A única foto nova é o flyer de uma festa que eu fui e ele não estava. Nada
Jogo o nome dele no Google. Aparece uma foto dele alcoolizado dando entrevista em uma festa de mídia. Como é lindo. Tento o Twitter mas ele só escreve piada de político. Tento o Facebook, Twitter e blogs de amigos. Está ficando tarde. Se eu tivesse essa mesma concentração e minuciosidade e empenho e energia para o trabalho estaria rica. Estou retesadamente motivada e atenta. Mas não consegui nenhuma informação e eu ainda preciso saber.
São seis da manhã. Estou cansada. Coloco a música de quando você forçou a porta do quarto e entrou. Black Swan. Não sou boa de inglês como você, mas sei que é a história de algo que já começou fodido porque cresceu demais antes da hora, você que pegue um trem e suma daqui. Que bela música pra começar. Ok, agora estou chorando. Lembrei que eu me sentia tão viva com você me olhando bem sério e bem no fundo dos olhos e machucando meu braço. Sim, é definitivamente uma recaída e eu acabo de decidir que te amo mais que tudo no universo e que amanhã, ou hoje, porque já são sete e meia da manhã, vou resolver isso. Agora preciso dormir só um pouquinho
Volto pra cama. Coração disparado. Não tem posição na cama. O que eu faço? Não tô a fim de ler, não tô a fim de ver TV. Aquelas outras coisas que se faz pra acalmar tô com preguiça agora, minha imaginação está indo toda para traçar um plano para que eu descubra. Descubra o quê? Não sei, mas sei que algo está acontecendo, ou eu não estaria assim. Porque eu sinto quando ele está com alguém, sabe? Eu sinto. Sim! A cartomante!
Ligo pra Zuleide. Você atende hoje? Mas é domingo, Tati! Atende? Só se for por telefone. Tá bom, então joga aí: ele está com alguém? Mas Tati, você quer mesmo saber isso? Quero, mulher. Eu preciso saber. Joga aí: ele está com alguma puta? Tati, eu não posso perguntar isso pras cartas. Pergunta aí: ele tá com alguma piranhuda desgraçada vagabunda vaca dos infernos? Zuleide pede desculpas e desliga. Preciso do Lexapro mas ele acabou há semanas, igual meu amor. E agora, de repente, preciso tanto dos dois novamente
Você acha que ele está com alguém? Não sei, Tati, eu ainda tô dormindo, posso te ligar mais tarde? Você acha que ele está com alguém? E se estiver, Tati, quer ir ao cinema mais tarde? Você acha que ele está com alguém? Putz, sei lá, homem sempre tá comendo alguém né? Você acha que ele está com alguém? Tati, do jeito que ele gostava de você? Claro que não!
Chega, chega. Preciso me acalmar. Pra que isso? Se ele estiver com alguém agora, e daí? Terminamos não terminamos? Ele e eu não temos nada a ver, certo? Decidimos que era melhor assim, certo? Eu não tava bem com ele e nem ele comigo, certo? Porque era bom e tal. Aliás, meu Deus, como era bom. Mas não era bom pra ficar junto, certo? Então pronto. Chega. Adulta, adulta.
Qual o problema se ele estiver agora, justamente agora, lambendo a virilhazinha de alguma desgraçada? Qual o problema? Ok, eu posso morrer. Eu definitivamente posso morrer. Chega, vou acabar com essa palhaçada agora mesmo.
Tomo banho, me visto, pego a bolsa, entro no carro. Considerando que ele não mora em São Paulo, não sei exatamente o que eu pretendo com isso. Mas me faz bem enganar o cérebro e fazer de conta que estou indo atrás da verdade. Na verdade vou só na casa de outro, preciso fazer qualquer coisa que não seja sofrer, mas não consigo. O outro não conhece Black Swan, não ri da história da Zuleide, não me aperta o braço.
Volto pra casa, destruída. Sinto tanto amor dentro de mim que posso explodir e bolhas de corações vermelhas atingiriam o Japão. Quase não consigo respirar. Che
ga, chega. Ligo pra ele. Ele não atende. Ligo de novo. Ele atende falando baixinho. Você está com alguém? Estou. Desligamos. Pronto, agora eu já sei. Depois de um final de semana inteiro de palpitacões, descargas de adrenalina, músicas, textos, amigos, danças, gritos, sensações, assuntos, choros, dores, vida. Agora eu já sei.
O que eu nunca vou saber é porque faço tudo isso comigo só porque tenho tanto pavor do tédio. Era só isso o que eu precisava saber.

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Quem sou eu

Oi, eu sou a Stephany Poubel e esse é oficialmente meu cantinho na internet. Hoje tenho 20 anos e moro no Rio de Janeiro. Sou formada em Gestão de Recursos Humanos, mas meu sonho mesmo é ser escritora. Minha vida às vezes parece roteiro de filme e eu adoro escrever, sempre gostei de compartilhar com outras pessoas o bom da vida. Sou apaixonada por musculação, porém minha dieta não é totalmente balanceada. Minha base é minha família, porém são eles que me apoiam. Meu blog se transformou num lugar onde compartilho as coisas mais legais que vejo por aí, e sempre serei uma eterna aprendiz!

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