14 janeiro 2014
Desculpa, parei de falar sobre você. E, automaticamente, parei de lhe dar notícias sobre a minha vida, o meu dia-a-dia e o meu coração. É que as coisas andam tão corridas por aqui que não tive tempo de olhar para trás e caçar em que canto do meu quarto você foi parar. Aliás, essa é a maior verdade que eu ainda posso falar sobre a nossa história: ela ficou ali, parada em nosso passado, como um quadro bonito que, vez em quando, gosto de observar. Mas só, querido. Só.
Escrevi muitos textos sobre você. Uma parte de mim quis que você voltasse, então sofri. Muito, mais do que achei que sofreria. Chorei por horas e me vi assistindo aqueles filmes água-com-açúcar que eu jurava que nunca iria assistir. Pior: chorei com eles. Acredita? Se não acredita, também não me importa. Essa é outra novidade que não te contei: deixei de ligar para as suas opiniões.
Talvez seja difícil para você, aí de fora, aceitar que minha vida seguiu. Afinal, passei tanto tempo remoendo o nosso romance, nos encaixando em canções românticas das minhas bandas preferidas, te vendo em cada rosto de mocinho do cinema. Minhas amigas não acreditaram quando eu contei. Minha família também não. Meu pai ainda tem dúvidas e questiona em cada almoço de domingo. Eles não entendem como fui forte e madura para esquecer você assim, tão rápido.
Mas esqueci você, se é o que está se questionando aí. Arranquei cada pedacinho de nós dois do meu coração e fui viver a minha vida, como você insistiu que eu deveria fazer. Cuidar dos meus problemas, não foi esse o conselho? Segui as instruções e te digo: gostei de onde você me levou. E é por gostar tanto que não volto, perdão. Pode ficar aí com as minhas lágrimas, as suas promessas baratas e o meu jeito inocente e bobo de acreditar em você. Deixo que desfrute o quanto quiser da menininha ingênua que você conheceu, mas aqui, agora, só há uma mulher ocupada demais para seus joguinhos de Don Juan.
Quanto a você, deixou de ser meu problema. Por isso, fique aí, bem longe, fazendo o que bem entender. Deixei de me preocupar, querido. Beije quantas quiser, iluda tantas outras mais, brinque com o coração de quem aceitar seu jogo. Seja feliz, querido. Por Deus, seja feliz sem uma louca como eu aos seus pés. Porque, contrariando a todos, eu te esqueci. Mas difícil e insuportável mesmo não foi te esquecer, foi amar você.

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Quem sou eu

Oi, eu sou a Stephany Poubel e esse é oficialmente meu cantinho na internet. Hoje tenho 20 anos e moro no Rio de Janeiro. Sou formada em Gestão de Recursos Humanos, mas meu sonho mesmo é ser escritora. Minha vida às vezes parece roteiro de filme e eu adoro escrever, sempre gostei de compartilhar com outras pessoas o bom da vida. Sou apaixonada por musculação, porém minha dieta não é totalmente balanceada. Minha base é minha família, porém são eles que me apoiam. Meu blog se transformou num lugar onde compartilho as coisas mais legais que vejo por aí, e sempre serei uma eterna aprendiz!

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