"Ele sempre foi o tipo certo mais errado do mundo, e eu gostava disso. Gostava mesmo. Ele sempre foi quem eu deveria manter distância. Mas também foi o que me puxava pra perto. Ele sempre foi chuva, tempestade e até temporal. Mas eu sempre fui furacão. Ele sempre me dá vontade de desistir, e eu desisto até. Vou embora, bato pé e me recuso. Mas é que eu sempre preciso voltar. E ele é difícil. É todo meu oposto, todo meu contrário. Nós não fomos feitos pra ficarmos juntos. Mas é que não servimos pra ficar separados. Ele é x e eu sou y. Na conta não tem solução, na prática muito menos."

"Quando a gente pensa que está tudo certo e resolvido sempre surge alguma coisa pra provar o contrário. Quando a gente pensa que está tudo em seus devidos lugares alguma coisa dá errado. Sentimentos indesejados. Pensamentos negativos. Pessoas. Problemas. Dói, machuca, e fere. E me faz ficar triste. E pensar que tudo está errado. Tudo estranho e fora do lugar. Não, não é assim. É assim. Isso aqui e aquilo lá. A vida é complexa demais pra tentar entender. Complexamente complicada de se entender. Tudo está tão sólido e de repente vira pó. Ninguém entende."

"No primeiro dia pensei em me matar. No segundo, em virar padre. No terceiro, em beber até cair. No quarto em escrever uma carta pra Marcela. No quinto, comecei a pensar na Europa e no sexto comecei a sonhar com as noites em Lisboa. Em seis dias Deus fez o mundo e eu refiz o meu."

"Quero te dizer que muito mais importante que ter alguém, é ter paz. Muito mais importante que ter alguém é saber lidar com você mesmo. É se gostar, se curtir, se suportar, se superar todo dia… Muito mais importante que ter alguém é estar todo dia verdadeiramente apaixonado pelo “alguém” mais importante da sua vida: você mesmo."

"Uns vão, uns tão, uns são, uns dão, uns não, uns hão de. Uns pés, uns mãos, uns cabeça, uns só coração. Uns amam, uns andam, uns avançam, uns também. Uns cem, uns sem, uns vêm, uns têm, uns nada têm. Uns mal, uns bem, uns nada além."
"Se soubessemos tudo aquilo que esta para acontecer amanhã, a vida perderia o seu sentindo, pois o misterio que ela nos reserva são os insentivos para acordar no dia seguinte."
"Todos nos carregamos conosco uma história. Aquela que só nos atrevemos a lembrar, quando durante a noite no escuro, encontamos nossas cabeças no travesseiro e o silêncio cala fundo."

"Todos nos carregamos conosco uma história. Aquela que só nos atrevemos a lembrar, quando durante a noite no escuro, encontamos nossas cabeças no travesseiro e o silêncio cala fundo."
11 abril 2014

"O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz."

Mais do que destino. Mais do que coincidência. Uma escolha. E começaram, assim, como todo amor que se quer ser, começaram por escolher. A primeira escolha foi encontrar, sair de trás da tela do computador para viver uma história que trocasse de telas. É que amar pode ser evoluir de telas, mudar as telas que se ocupa. Mas da tela do computador, onde tudo começou, para a tela de um porta-retrato digital com a foto que algum melhor amigo tirou, percorreram alguns anos, até que a história deles pudesse ir para a tela da TV, a tela do cinema ou, menos pretensiosamente, a tela que a mente projeta ao se lembrar dos momentos fáceis ou difíceis, mas se lembrar de uma história que deu certo. Histórias que deram certo. Foi por gostarem de uma banda não tão conhecida que eles se tornaram conhecidos e puderam ser trilha de um grupo cada vez mais seleto, o “Grupo da História de Amor que deu Certo”. Só que foram além de um gosto musical parecido, da paixão pela mesma área profissional, da história clichê de procurar um espelho, vivida por qualquer um. Eles escolheram ter mais do que gostos, eles escolheram ter um ao outro em comum. Como caminho a amizade e, no peito, marcando os anos passados, um relógio, para cada um saber que nunca mais no tempo estaria sozinho, pois, quando se tem um amor-amigo, a verdade é que posso brigar com o amor enquanto no amigo me refugio. E se refugiaram e se escolheram, a cada dia, a cada tempo, a cada novo passo rumo ao recomeço. Pois seriam, e são, o que a vontade de ter sido deixou de trazer a cada amor que ouviu “não”. Menos do que ter a uma década que já se contava, de cada ano a ser, o amor a vir é que importava . Se a Esperança, finalmente, pedisse o Tempo em casamento, eles seriam o “sim”. Se a Amizade, discretamente, se casasse com o Amor, eles seriam a aliança. Se a Felicidade, aleatoriamente, jogasse algo para levar sonho a um grupo de Tristezas, eles seriam o buquê. Se a Dúvida, corajosamente, deixasse o Medo e se unisse à Certeza, eles seriam o filho. A história deles é mais do que, na tela, a história de um filme que continua ou a da felicidade que convinha, é a história que você queria que fosse a tua, a história que eu queria que fosse a minha. Mais do que fotos, um evento, para viver um local e planos de um herdeiro, eles tinham amor e amizade – o mais raro,  o que fazia ser verdadeiro. O que os unia era a coragem de tentar, e, se você tem a coragem como escolha, não há amor que não se colha. A vida os fez chegar um ao outro, mas foram eles que escolherem permanecer. Em um tempo de pular de caso em caso, eles se disseram “eu caso”. É que em um mundo onde amar se tornou casual, eles escolheram ser um casal. Mais do que sorte. Mais do que um acaso à toa. Uma escolha.
Não eram aquele tipo de casal perfeito, que iam ao cinema e andavam de mãos dadas… Brigavam feito duas crianças por um brinquedo e passavam o resto do dia sem se falar. Não concordavam com quase nada, não curtiam o mesmo tipo de música, não gostavam da mesma comida, e por isso, se provocavam o tempo todo. Mas no fundo, ambos sabiam que se pertenciam e, por mais que não se entendessem, eles nasceram para ficarem juntos.
— 400 histórias para contar.

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Quem sou eu

Oi, eu sou a Stephany Poubel e esse é oficialmente meu cantinho na internet. Hoje tenho 20 anos e moro no Rio de Janeiro. Sou formada em Gestão de Recursos Humanos, mas meu sonho mesmo é ser escritora. Minha vida às vezes parece roteiro de filme e eu adoro escrever, sempre gostei de compartilhar com outras pessoas o bom da vida. Sou apaixonada por musculação, porém minha dieta não é totalmente balanceada. Minha base é minha família, porém são eles que me apoiam. Meu blog se transformou num lugar onde compartilho as coisas mais legais que vejo por aí, e sempre serei uma eterna aprendiz!

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